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Farol tecnológico - Paraíba quer entrar na disputa mundial do mercado de tecnologia com softwares de ponta produzidos no Sertão
Bites, Edição 239 - 23/02/2006 Socorro Barros - Bites Nordeste
João Pessoa – A Paraíba também quer garantir o seu espaço no mercado de exportação de softwares e serviços na área de tecnologia. Com a ajuda do escritório local do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas várias companhias estão conseguindo dar saltos que sozinhas teriam dificuldades de realizar.
Batizado de Farol Digital, o projeto tem muitas semelhanças com o Porto Digital, a iniciativa pernambucana que reúne novos empreendimentos na área de tecnologia. A diferença com os vizinhos é o que os paraibanos direcionam suas forças na conquista de clientes em países da Europa e os Estados Unidos.
Logo após o Carnaval um grupo de empresários locais segue para a Cebit, na Alemanha, para tentar contratos numa das maiores feiras de tecnologia do planeta. Há outra característica bem particular do projeto. A interiorização das ações. O apoio do Sebrae abrange três cidades estratégicas do estado:a capital João Pessoa; o segundo município mais importante e onde já existe um núcleo de tecnologia da Universidade Federal, em Campina Grande, e Patos, que fica no sertão árido, mas fértil em idéias. “Procuramos empresas nesses locais em condições de disputar contratos globais, apoiamos e abrimos as portas de fornecedores em todo o mundo”, afirma Carlos Bitinga, superintendente do Sebrae Paraíba. O programa já existe há cinco anos e ajudou na expansão de negócios de mais de 100 empreendimentos.
O valor exportado ainda é baixo. No ano passado foi US$ 1,6 milhão e a meta é chegar a US$ 2 milhões até dezembro. Ao contrário de outros pólos mais consolidados como Recife, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a versão paraibana é mais modesta. Começou a funcionar em 1988 graças aos engenheiros que deixavam o curso de engenharia eletrônica na UFPB, mas na década de 90 perdeu fôlego. Agora tenta se recuperar. O grande centro de inovação do estado nordestino é Campina Grande, que representa 13% do Produto Interno Bruto local. Perde apenas para a capital que concentra 26% da riqueza gerada na região. Campina é um oásis tecnológico no sertão. Há várias empresas na cidade com negócios em todos os cantos do mundo. Uma delas, a Light Infocon, vende seus softwares para clientes nos Estados Unidos e na China. “Queremos levar a inteligência da Paraíba para o resto do mundo”, afirma Alexandre Moura, diretor da Light Infocon e um dos primeiros a receber apoio do Sebrae.
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