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Tecnologia chega ao outro lado do mundo
CORREIO DA PARAÍBA - 05 de agosto de 2006
Campina Grande é o terceiro maior pólo de software do Nordeste e figura entre os 10 mais do país, com cerca de 70 empresas do ramo. Uma delas, é a Light Infocon Tec S/A, que exporta tecnologia para países da América Latina, África e Europa. Ainda mantém unidades em Brasília (no Distrito Federal) e em Portugal e um portal eletrônico na Austrália.
"Nosso principal diferencial é o foco em gestão e recuperação de informações. hoje atingimos oito países diferentes", ressaltou o presidente do conselho de administração da empresa. Os países atendidos são Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal, Austrália, China, Argentina, Angola. As exportações representam 15% da receita, patamar alcançado em 2005 e que deve se repetir em 2006, devido a queda do dólar. Em 2004 o percentual foi de 13%.
O destaque da empresa não orbita apenas em números de clientes no exterior (são 11 apenas na Europa) ou de vendas no país. A Light Infocon já conquistou seis prêmios ao longo de sua existência. Dois deles são internacionais: o Editor's Choice (da Revista PC World, na Espanha) e o Top of The World (da Revista Unix Magazine, nos Estados Unidos). Os demias, foram Assespro (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet) - conferido três vezes - e o Finep de Tecnologia.
"Esse é o resultado do espírito empreendedor do paraibano e também de parcerias com instituições como universidades Sebrae e Governo do Estado, que investem em pesquisas", comentou Alexandre Moura. Algumas das parcerias da empresa foram celebradas com o ISCAS (Institute of Software of China Academy of Sciences) de Beijing, na China e co a UFCG (Universidade Federal de Campina Grande).
Entre os clientes da Light Infocon estão o Governo do Estado, a Infraero, a Gol Linhas Aéreas, a Receita Federal, a Polícia Federal, a Marinha do Brasil, o Sebrae, o Detran, a Caixa Econômica Federal, a Advocacia Geral da União, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, a Natura, o Hospital Albert Einstein, o Serasa, o Bradesco, o Unibanco, o Ministério da Saúde, o Senado Federal, a Câmara Federal, a Agência Nacional de Águas, a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Agência Nacional de Saúde, o Ministério da Defesa, a Polícia Civil do Distrito Federal, o Governo do Distrito Federal e o Tribunal de Justiça do Estado.
Até a Interpol usa nosso software
O software utilizado pelo Estado, desde 2002, é o mesmo que a Interpol comprou à empresa paraibana, em 1999. Trata-se do "Lightbase", cujo valor não foi revelado por Alexandre Moura. Entre sorrisos, ele apenas disse que "foram algumas centenas de milhares de reais". O preço de um produto como o "Lightbase" varia conforme a necessidade que o programa deve suprir, solicitado pelo cliente. Assim, um software poderá oscilar de R$ 40 mil a R$ 50 mil, e até de R$ 800 mil a R$ 900 mil, dependendo da complexidade de cada produto.
Sobre o programa, o empresário só pôde dizer (por motivos óbvios de segurança que exigem sigilo contratual) que "é um banco de dados textual multimídia, que gerencia e armazena uma base de informações utilizadas em investigação". O sistema fica disponível no site da Interpol, que pode ser utilizado em qualquer parte do mundo.
Na verdade, o "Lightbase" existe desde 1996, porém tem sido atualizado constantemente, em "versões mais poderosas", segundo o presidente do conselho de administração da Light Infocon Tec S/A.
Segundo o executivo, o LightBase é o produto mais procurado. Os outros são os módulos específicos do LightBase para Gestão de Conteúdo (GoldeDoc) e de aplicações de WorkFlow (GoldenTrack), além de outros módulos voltados para aplicações específicas, como o GoldenNews e o GoldenPortal. "Atualmente estamos trabalhando no LightVision, nome que pode ser mudado quando lançado", contou, sem entrar em detalhes sobre a aplicação do produto. A escolha dos nomes em inglês visa a unificação, uma vez que são vendidos para várias partes do mundo.
A empresa foi criada em 1983 como limitada e em 1996 transformada em S/A, a empresa é o resultado da fusão de duas empresas: Infocon Tecnologia Ltda e Light Software Ltda, inicialmente formadas em 1983 e 1990, respectivamente. Com a fusão, a Light infocon estabeleceu seu foco no desenvolvimento de ferramentas de banco de dados com recuperação textuale produtos co-relacionados. No início empregava 29 pessoas. Hoje emprega 42, em Campina e em Brasília.
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