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Empresas de tecnologia da PB superam volume de exportações
Jornal da Paraíba 01/05/2005
Com exportações que praticamente quadruplicaram nos últimos três anos e negócios consolidados em mais de 30 países, entre Europa, China, Estados Unidos e África, as empresas de tecnologia da Paraíba, em especial as instaladas em Campina Grande, reafirmam sua excelência no mercado e ultrapassam, em volume de exportações, Estados brasileiros com economia superior à paraibana. No ano passado o Consórcio de Exportações PBTech, que reúne empresas de João Pessoa e Campina Grande, superou o montante de R$ 1 milhão em exportações. O valor é bem maior que o obtido em 2003, um ano após o lançamento do consórcio, quando as exportações somaram aproximadamente R$ 300 mil.
Vale lembrar que no ano passado as exportações se concentraram em cerca de seis empresas – Light Infocon, New Ink, Zênite, Apel, Decisão, Phoebus, Ziontek – que oferecem os mais diversificados produtos, desde sistemas para telefonia celular, banco de dados textuais, sonorização e sistemas de telecomunicações. “Na Paraíba, existe a vantagem de não haver concorrência entre os produtos fabricados. Pelo contrário, existem produtos que até se complementam”, declarou Alexandre Moura, empresário e diretor de Marketing da Light Infocon.
Só a New Ink comercializa produtos para mais de 30 países e recentemente foi destaque num jornal da Alemanha. A Zênite fornece para seis países e os produtos da Light Infocon são utilizados em mais de uma dúzia de países. A repercussão dos produtos tem sido destaque em jornais e revistas especializadas, do Brasil e exterior, que começam a buscar informações também sobre o pólo de tecnologia campinense, onde no momento estão empregados mais de 600 profissionais, formados nas universidades e escolas técnicas da cidade, que recebem salários superiores a R$ 1 mil.
Em 2003, apenas duas empresas, Light Infocon e New Ink, ficaram responsáveis por vendas mais constantes para o exterior. As demais registraram negócios esporádicos. “Em menos de 20 meses conseguimos exportar um valor quase quatro vezes maior que o primeiro. O valor das exportações paraibanas é muito bom. Para se ter uma idéia, o Estado de Pernambuco, com uma economia quatro vezes maior que a paraibana, além de um número de empresas exportadoras muito maior que o nosso, com um consórcio que reúne mais de 30, não atingiu em 2004 metade das nossas exportações”, disse Moura.
Para o empresário, são fatores como esse que têm mantido o foco sobre Campina Grande e incentivado as empresas a continuar buscando novos mercados e a participação de entidades, como a Fundação Parque Tecnológico e Sebrae, entre outras organizações, além do próprio governo federal. Outra contribuição significativa para esse processo de incremento nas exportações tem sido a capacitação de empresários para vendas no mercado interno.
Trabalho de Campina será exposto na China
TecOut Center, criado para oferecer aos brasileiros oportunidades de negócios com o mercado chinês, estará montando outra missão que levará empresários brasileiros à China. A viagem acontecerá no início de junho e terá a participação de quase 20 empresas brasileiras, sendo seis do Nordeste e três de Campina Grande (Light Infocon, Apel e New Ink).
Entre as metas desta missão, destaca-se o objetivo de gerar negócios de Tecnologia da Informação no mercado chinês, além de possibilitar a visitação à feira Cebit Ásia em Shangai e a rea-lização de Rodas de Negócios em Beijing/ Guangdong. Paralelo à missão, o consórcio contratou um estudo de mercado na Alemanha para comercialização de novos produtos.
O crescimento em vendas também foi representativo para o mercado interno, inclusive com muitas vendas rea-lizadas na Paraíba. Outras empresas, que vendiam só para o Nordeste, começaram a fazer negócios em outros Estados e aumentaram seu faturamento em porcentuais que variaram de 20% até 60%. Só a Light Infocon tem entre seus clientes internos o próprio governo do Estado, Natura, Detran, Tribunal de Contas do Estado, Controladoria Geral do Estado (CGE), Polícia Federal, Receita Federal, Gol Linhas Aéreas, Hospital Albert Einstein, Advocacia Geral da União, Sebrae Estadual e Nacional e Bradesco. (ACP)
Apel participa de uma licitação internacional
A Apel (Aplicações Ele-trônicas Ltda), fundada em Campina Grande, atualmente uma das mais importantes empresas de tecnologia do País, atuando nos ramos de radiodifusão convencional, radiodifusão comunitária e equipamentos de sonorização de ambientes, tem entre seus clientes a Infraero, Porto de Cabedelo, Setal, STTrans, Alstom, Adtrans, Demetrô de Belo Horizonte, Siemens, Bombardier e Cegelec. A empresa está no momento participando de uma concorrência internacional para sonorização do metrô do Chile. “Só no ano passado investimos mais de R$ 150 mil em novas tecnologias e pesquisa de novos produtos. Isso representa cerca de 3% do nosso faturamento”, informou Clóvis Moroni Vidal, diretor superintendente.
Para a diretora técnica da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), Francilene Garcia, Campina Grande se consolidou como um “cluster do conhecimento”, uma espécie de “colméia”, espaço onde se desenvolvem formas de cooperação, colaboração, especialização e divisão de trabalho, um espaço geográfico onde instituições e empresas criam mercados de traba-lho especializados, atraindo fornecedores e gerando um ambiente de disseminação de tecnologias e informações. “Tudo começou em 1955, com a instalação da antiga Escola Politécnica, uma escola de Engenharia criada por lei esta-dual, embrião da atual Univer-sidade Federal de Campina Grande”, explicou. (ACP)
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