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O Chip brotou na seca

Pólo de tecnologia de Campina Grande quer fazer negócios no mercado internacional

IstoÉ Dinheiro
E-Commerce
Manoel Fernandes

Campina Grande, na Paraíba, tem picos de temperatura de 32 graus, mas foi sob a proteção de um ar-condicionado bem gelado que empresários da cidade tomaram uma das decisões mais importantes nos últimos tempos para a economia local. Dez empresas de tecnologia da região decidiram reunir forças e montaram um consórcio para disputar oportunidades no mercado internacional. O grupo reúne companhias de software hospitalar, de reconhecimento de voz e até um fabricante de painéis de mensagens, como aqueles localizados em estações de metrô em todo o mundo. A intenção é exportar US$ 2 milhões nos próximos dois anos. Pode parecer pouco, mas a principal importância dessa estratégia é a visibilidade que Campina Grande ganhará em outros mercados.

Foto: Carol Carquejeiro  
Moura, da Light Infocon: Empresas querem exportar US$ 2 milhões em dois anos  
 
A cidade está entre as poucas do País onde há um pólo de pesquisa e tecnologia consolidado. O prestígio de Campina Grande nesse universo se equipara em alguns casos a centros de grandes instituições brasileiras. Com esse currículo, três empresas já experimentaram o gosto do mercado internacional, mas por falta de fôlego vários projetos foram adiados. Com o consórcio, o cenário fica mais claro. “Vamos dividir custos e aumentar os lucros”, diz o idealizador do projeto Alexandre Moura, diretor da Light Infocon, dona de contratos na China. O primeiro resultado dessa iniciativa será visto durante a próxima Cebit, a maior feira mundial da indústria de tecnologia que acontecerá em março, na Alemanha. O Brasil terá 21 companhias fazendo negócios. Desse universo, cinco serão de Campina Grande. “É um passo que ninguém teria como realizá-lo sozinho”, diz Moura. O alvo principal são os mercados dos Estados Unidos, Itália, Alemanha e Espanha. A estratégia é descobrir nichos no setor privado e participar de projetos governamentais. A iniciativa paraibana não é a primeira no país. Outras fracassaram por falta de sintonia entre seus participantes. “Isoladas, o sucesso poderia demorar um pouco mais para chegar. Juntas, deve vir mais rápido”, diz Rogério Bellini, assessor técnico da Agência de Promoção à Exportação, do Ministério do Desenvolvimento. É essa a maior aposta do consórcio paraibano.

 
 
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