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Feira internacional
Feira de tecnologia da informação é realizada na Alemanha
O crescimento da participação do Brasil se deve ao apoio da Apex-Brasil que promove o pavilhão coletivo de empresas brasileira.
ASN - Agência Sebrae de Notícias
Gleice Mere,enviada especial a Hannover
Brasília - A tecnologia da informação está em todas as partes. Nos recadinhos amorosos enviados via celular, no caixa do supermercado, nos terminais emissores de senhas dos bancos, painéis eletrônicos das partidas de futebol, jogos infantis, terminais de auto-atendimento e até nos retratos de família. Há menos de 20 anos poucos imaginavam que o dia-a-dia pudesse ser tão influenciado pelo mundo da informática. A Cebit, maior feira do setor no mundo, realizada em Hanover, Alemanha, entre os dias 12 e 19 de março, traz as últimas novidades do mercado. De acordo com dados emitidos pela Deutsche Messe AG (empresa alemã promotora das feiras de Hannover), são 6.526 expositores presentes, que esperam receber 700 mil visitantes.
Mesmo em tempos de recessão mundial o setor não parou de inovar. Novidades como o PC notebook, internet sem cabo e o computador que interpreta caligrafia, dispensando o uso do tradicional teclado, devem tornar-se produtos revolucionários para o mercado dos próximos anos. O Brasil também decidiu investir no mercado de exportação dos hard e softwares, apesar de suas exportações ainda representarem menos de 1% do mercado mundial. Em 2002 apenas 5 expositores participaram da Cebit em Hanover, este ano 15 empresas estão expondo no evento e oferecem produtos diversos.
Participação brasileira
O crescimento da participação do Brasil se deve ao apoio da Apex (Agência de Promoção de Exportações) que promove o pavilhão coletivo de empresas brasileiras. Desta maneira, mesmo empresas de pequeno e médio porte tem a possibilidade de participar de feiras internacionais, a fim de ampliar seus negócios para o mercado externo. De acordo com Alexandre Moura, diretor de marketing da Light Infocon- empresa do pólo de informática de Campina Grande, Paraíba - "através do pavilhão coletivo os custos são reduzidos a 10% do que normalmente custaria expor em um stand individual".
Enquanto o empresariado brasileiro avança na estratégia de exportação no setor de tecnologia, ao trabalhar arduamente para mudar a imagem do país carnavalesco e futebolístico, os países da Europa sofrem com a retração no mercado que pode ser vista através da participação na Cebit. O número de expositores dos países europeus e até mesmo da Coréia, Japão, Singapura e Estados Unidos diminuiu. Já a participação de expositores de Taiwan, China, Canadá e Austrália aumentou. Naturalmente o crescimento e retração de expositores na Cebit são proporcionais à porcentagem de participação de cada país no mercado do setor. Contudo, em tempos de crise econômica global a descoberta de novos nichos pode representar novas possibilidades de crescimento financeiro. No caso brasileiro, uma das barreiras para a aceitação de nossos produtos de alta tecnologia é a imagem do país. Segundo Ansgar Pinkowski, gerente de desenvolvimento da DBA na Alemanha (primeira e única empresa brasileira de softwares com filial na Europa), o trabalho de melhoramento de imagem do Brasil como país exportador de tecnologia é algo fundamental.
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